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O que é mesmo um Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH)?

Artigo da coordenadora do RDH no Brasil discorre sobre o Relatório Nacional que, pela primeira vez no mundo, aborda a importância das atividades físicas e esportivas para o desenvolvimento humano.


O escritório do PNUD no Brasil se prepara para dar início à elaboração de um novo Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano. O tema irá explorar as relações entre Desenvolvimento Humano e Atividades Físicas e Esportivas. Mas o que são mesmo esses relatórios? Qual a sua essência, o seu espírito? Quais as perspectivas futuras?

O primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) foi elaborado no final do anos 1980 por uma equipe qualificada, liderada pelos economistas Mahbub ul Haq e Amartya Sen. A grande novidade desse Relatório, que marcou todos os demais Relatórios elaborados em nível Global, Regional e Nacional, foi colocar as pessoas no centro da discussão sobre o desenvolvimento. A frase lapidar do texto foi: “As pessoas são a verdadeira riqueza das nações”.

Partindo dessa afirmação, uma nova maneira de conceitualizar e de medir o desenvolvimento humano foi proposta. Hoje, é natural falarmos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como uma boa medida para avaliar a situação das pessoas ao redor do mundo. Mas quando esse índice foi lançado, em 1990, causou grande polêmica em um mundo que, majoritariamente, pensava no desenvolvimento como questão apenas de riqueza material.

Há vinte e cinco anos, país desenvolvido era país rico. E ponto. O Relatório, ao dizer que país desenvolvido era país que ampliava as escolhas das pessoas para que elas pudessem fazer o que quissessem de suas vidas, foi revolucionário. No IDH, medida proposta para pesar esse desenvolvimento, a renda das pessoas foi tida em conta, mas com peso igual foram também consideradas a expectativa de vida ao nascer e a situação em termos de educação, de acesso ao conhecimento.

Em suma, a ideia central era muito simples: desenvolvimento humano é liberdade de escolha. E só pode escolher bem a pessoa que tem a possiblidade de viver uma vida longa e saudável, de estudar e de ter uma renda decente. E claro, além disso, é preciso que existam oportunidades ao redor e direitos garantidos para que as escolhas sejam exercidas.

Assim, em cada país, o esforço em termos de desenvolvimento não deveria ser aumentar o PIB como um fim em si mesmo, mas criar um cenário onde as pessoas pudessem desenvolver seu pleno potencial e viver vidas “(...) produtivas e criativas, de acordo com suas necessidades e interesses”.

Em um mundo desencantado, instável, imerso em tantas crises e incertezas, essas ideias foram e continuam sendo um bálsamo. Uma trégua. Uma retomada da utopia na medida em que é quase inevitável começar a sonhar com esse planeta desenvolvido humanamente, onde as pessoas exercem escolhas em liberdade e atingem seu potencial criativo ao longo de uma vida longa, produtiva e satisfatória.

O conjunto de ideias apresentado no primeiro RDH, e em todos os demais Relatórios que o seguiram com o mesmo espírito, renova a fagulha de quem sonha com um mundo melhor. E talvez esse seja seu principal legado. Mas não é só isso. O fato é que os RDHs impactaram diretamente no modo como se pensa o desenvolvimento e, consequentemente, na construção de políticas públicas em todo o mundo.

Para isso, foi decisivo que cada Relatório produzido trouxesse perspectivas inovadoras, catalizasse processos amplos de escuta dos setores mais progressitas da sociedade, fosse elaborado com independência e rigor acadêmico, fosse informativo e também apresentado de forma acessível.

A seleção do tema de um RDH pressupõe discussão e consultas internas no âmbito do escritório do PNUD, revisão de RDHs anteriores, revisões bibliográficas, consultas a acadêmicos, gestores e atores chaves e revisão de estratégias e políticas nacionais. Frente aos temas possíveis, o acúmulo de experiência em nível institucional por meio da construção de parcerias e implementação de projetos também é importante.

Com relação ao tema das Atividades Físicas e Esportivas e Desenvolvimento Humano, todas essas questões foram observadas. Evidentemente, o momento histórico do país, ao receber dois Mega Eventos Desportivos em tão curto espaço de tempo, também foi considerado, já que cria um contexto de natural interesse das pessoas sobre a questão.

Vale ainda ressaltar que este será o primeiro Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano elaborado sobre esse tema no mundo. O fato de que ele seja feito no Brasil, e lançado entre a Copa e as Olimpíadas, apresenta uma grande oportunidade de chamar a atenção das pessoas para questões de fundo. Muito vem sendo feito nessa área. Assim, o Relatório Nacional poderá ser, no mínimo, um veículo para colocar na pauta do dia o que precisa ser dito e ouvido. Para lá vamos!

Andréa Bolzon, coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil

Fonte: PNUD Brasil

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